28 de fev. de 2010

O corpo

A começar pelo cabelo. De toque macio, a bagunçar a cada toque; era difícil não querer embaralhá-lo.

Depois, os olhos pequenos com jeito de sono. Mais abaixo, uma covinha única, impossível de não sorrir à ela. O sorriso era largo na medida certa. Se gargalhado, aumentava um pouco, mas ainda parecia certo; feito sob medida para aquele rosto.

Depois era de se reparar o peito limpo, largo, alvo. Ombros largos. Braços firmes. Pernas altas. Pés gelados. Corpo suado.

Longe da perfeição, dá-se conta do encanto quando os pequenos defeitos viram charme e desconsertam um olhar compenetrado.

A visão do que poderia ser, agora é. E entre o cansa e descansa, dá pra contar num canto da cama todos os segredos que não se vê, não se ouve, nem se lê, mas que se entregam; rendidos no suor, contaminados no prazer, condenados num momento.

8 comentários:

Vanessa Nassif disse...

acho que sei de onde saiu a inspiração da construção do texto...e por isso vim elogiar, não somente o texto, mas tb a referência.

plac plac plac....deu vontade de entrar ali e fazer parte.

Bjo

Renata Ribeiro disse...

O que é plac? Seria clap? Isso é efeito dos remédios para dor???

Vanessa Nassif disse...

uahahuahuhauha

IIIIISSSOOOo!!!!
Q bom q vc me entende.

Lika disse...

Falar o que falei no msn.

Eu sempre quero viver o que vc escreve. De tão bem escrito, contado, detalhado, dá vontade que fosse de passar por isso.

FODA. AMO

Beijos, plac clap plac.
(em homenagem à Van)

Lika disse...

Escrevi tudo errado, é a emoção.

*De tão bem escrito, contado, detalhado, dá vontade de passar por isso.


Valeu, hahahahahaha!

Vanessa Nassif disse...

Isso é efeito dos remédios para dor, Lika???
hahahhaa

Obrigada pela solidariedade!

Anônimo disse...

só tenho a lamentar que você não escreva todos os dias, renatinha. gostei bastante!

e, quanto á famosa crítica construtiva, achei que as duas primeiras estrofes estão muito desritmadas. a leitura está sem seqüência, sabe?

da 3ª até o final fica delicioso ;]

bjo

André Finhana disse...

Sentir inveja é ruim sempre? Porra, queria escrever assim. Se não tiver uma brechinha na lei da inveja, arrumo outro nome pro que sinto quando leio seus textos. Pronto. Resolvido.