28 de mar. de 2008
Início...e fim?
Havia se excluído do mundo por vários minutos, dedicada em reparar cada traço, cada detalhe, cada jeito, como se quisesse registrá-lo num retrato em sua mente. Não queria esquecer daquele rosto.
A luz do sol parecia entrar ali unicamente para refletir em seus olhos.
Aqueles minutos se tornavam preciosos. Parecia que o mundo estava rodando em torno deles. Que o tempo havia parado. Que de alguma forma, ele era seu.
A verdade, é que o tempo não parou. E ele não a viu.
As várias pessoas em volta começaram a se movimentar. Estavam todos indo embora, e ela também teria que ir. Mas ela esperou para vê-lo se levantar, e só pode reagir quando o viu passar pela porta de saída. Tentou seguí-lo, mas não havia como alcançar. Os rumos eram opostos. Eles se foram...cada qual para o seu caminho.
Ela com aquela sensação de vazio. De tê-lo perdido para sempre. Sem ao menos ter sido notada.
Ele seguindo sua vida, da mesma forma de antes. Sem nenhuma novidade. Sem ao menos tê-la notado.
15 de mar. de 2008
Se for, prometa voltar.
Ela entrou pela porta da frente. Chegou fazendo barulho, derrubando o que estava no lugar, arrumado. Passou por cima do que estava no chão, chutou o que não gostou, quebrou a ordem. Chegou sem dó, sem pedir licença e se instalou.
Não disse de onde veio, a sua história, o que fazia por aqui. Ela simplesmente estava aqui e disse que não tinha data pra ir embora. Ela não soube se explicar, não soube ouvir, nem esperar. Ela tomou conta da minha casa, das minhas coisas, de tudo que era meu.
Certo momento, senti que ela me perseguia. Aonde eu ia, ela ia atrás. Era eu olhar pros lados que a via: junto dos meus amigos, dominando os momentos que eram meus. Ela estava sempre presente e eu não a entendia.
Senti, então, que ela começava a fazer parte de mim. Percebi que já a conhecia, mas que fazia um tempo que não a via; ela estava mudada, diferente das outras vezes que a vi.
Aí, me acostumei com ela e com sua presença perto de mim. Desejei que ela nunca fosse embora e ela prometeu ficar! Disse que se sumisse de novo, a culpa seria minha. Ela não teria pra onde ir, mas mesmo assim, poderia me deixar. Ainda assim, prometeu que, se fosse, sempre iria voltar. Fizemos um pacto: eu jamais deixaria ela ir, e ela jamais fugiria de mim.
O nome dela eu levei um tempo pra decifrar. A chamo de Felicidade, mas isso cabe a cada um julgar.
14 de mar. de 2008
Vícios
Meu vício?
Muitos.
Sou viciada na madrugada. No silêncio que ela traz. Na paz e tranqüilidade. Em olhar pela janela e tudo estar escuro, com milhares de luzes coloridas ao longe. Na lua brilhando tão branca, tão linda. No céu estrelado.
E em trocar o dia pela noite.
Viciada em ter poucos momentos de solidão. Viciada na minha casa vazia e um aparelho de som ligado com volume alto. Viciada em parecer uma louca se divertindo tanto em estar sozinha.
Em ter meus momentos de reflexão e não querer ser interrompida por ninguém. Em pensar na vida. E brigar comigo mesma.
Viciada no meu quarto, e em ser egoísta ao não querer dividir este espaço com ninguém que eu mesma não tenha chamado.
Viciada em não tornar eternos esses momentos de solidão.
Sou viciada na boemia e em quem me acompanha. Nas pessoas que ficam mais felizes a noite, e que pulam de bar em bar a procura de diversão, música boa e mais gente feliz.
Sou viciada em pessoas. Uma desculpa para horas em frente ao computador. Sou viciada em tudo que estreita relações com elas. Amigos são a família que a gente escolhe, e eu sou viciada nessa família. Nessas pessoas que compartilham dos meus vícios. Que me fazem rir.
Viciada nos finais de semana que elas me proporcionam. E todos os outros dias mais.
Sou viciada em sorrisos. Em alegria. Diversão. Bom-humor.
Viciada em olhares. Principalmente os que dizem tudo.
Viciada em olhos.
Viciada em viagens com boa(s) companhia(s).
Sou viciada em chocolate. Em palmito.
E em pizza de catupiry.
Viciada em dormir muitas horas.
Em dormir de meias, de vez enquando.
Em dormir abraçadinho com aquele alguém.
Viciada em certos beijos. Principalmente naqueles que me fazem esquecer dos outros. Que me fazem abrir mão de qualquer outro para viciar somente nele.
Viciada em paixões e amores recíprocos. Em sentimentos. E em viver deles.
Em colos, abraços fortes e cafunés. Em carinho, cuidado e atenção. Em companheirismo.
Em filme com brigadeiro e, no inverno, cobertor e chocolate quente.
Viciada no meu passado. Em entender que eu sou o que eu vivi.
Viciada na minha mãe. No meu irmão. E em discordar do meu pai. Mas também sou viciada nele.
Em me fazer lembrar que talvez o amanhã não exista. Que a vida é curta e deve ser vivida.
Sou viciada em não ter nada pra fazer. E atualmente, em arranjar logo algo pra fazer.
Viciada no carnaval de Salvador, em ano novo na praia e no Papai Noel que não pode faltar.
Não sou viciada em álcool, muito menos em cigarro ou qualquer tipo de droga. Meus vícios não fazem mal à minha saúde, nem de mais ninguém.
Uns deixaram de existir, outros novos surgiram, e alguns duram um ou dois dias. Os vícios são reflexos da nossa vida. E a nossa vida muda sempre. Junto com nossos interesses e rotinas.
Meu vício é a felicidade e tudo de que ela depender.
E os seus? Quais são?
13 de mar. de 2008
Minha Primeira Vez
Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Eu não sei de que parte do mundo e que horas você lê esse post, mas seja lá qual for (a parte do mundo e a hora), seja bem-vindo (a).
Pra mostrar que não to aqui pra brincar (ou não) e atender às expectativas da minha sócia, deixo um texto meu, escrito em algum momento entre o "tô com sono e não consigo dormir" e o "o sono tá chegando, vou apagar a luz". Mais desses virão. Não espere mais do mesmo, nunca consigo ser igual!
"Eu ponho o pé no chão. É, eu tenho o pé no chão. Sou meio pé na cozinha, sou meio de casa, sou dona da minha casa. A casa está cheia. O ar está pesado e o chão estã gelado. Tá gelado, mas depois de um tempo pisando, ele esquenta.
Eu não me cubro, não camuflo. Eu penso e falo, quase sempre, na mesma velocidade. A velocidade é sempre a mesma. Eu digito as páginas da minha vida tentando manter uma coerência paupável, visível aos olhos da minha alma. Eu não respondo pelos meus atos, eles respondem por mim. Eu não sou feita de histórias, eu as escrevo dentro de mim. E não só pra mim, mas pra quem pode me ler.
Eu não te engano, só não abro todas as caixinhas da verdade que moram dentro de mim. Eu não me mostro por inteiro; a vida é cheia de meias verdades. Mas eu mantenho o pé no chão. Só que liberto a mente vez ou outra, me dando o direito de pensar o que quiser."
Um beijo, um abraço e mantenham seus pés no chão!
Começando a brincadeira
Passei um bom tempo pensando em qual seria o intuito deste blog. E a que conclusão cheguei?
...Nenhuma!
Não pela primeira, nem segunda vez na vida, cansei de pensar e resolvi brincar logo.
Ai! Essa ansiedade que me consome. E esse medo de o mundo acabar amanhã. hahaha
Oras...mas isso não tem a ver com um simples blog. Olha minha cabeça já indo mais longe que meus dedos.
Voltando ao blog, como não cheguei à conclusão alguma, provavelmente farei desse blog uma salada de frutas. Eu vou postar o que der vontade.
' Liberdade liberdade, abre as asas sobre nós'...aff! Volta, Vanessa!
Tenho prazer imensurável de contar pra vocês que agora este blog não pertence mais somente a mim. Tenho uma cúmplice para essa salada de frutas..quer dizer...este blog.
Querida, seja bem-vinda ao mundinho do ócio.
Com vocês, Renata Ribeiro.