15 de mar. de 2008

Se for, prometa voltar.


Ela entrou pela porta da frente. Chegou fazendo barulho, derrubando o que estava no lugar, arrumado. Passou por cima do que estava no chão, chutou o que não gostou, quebrou a ordem. Chegou sem dó, sem pedir licença e se instalou.

Não disse de onde veio, a sua história, o que fazia por aqui. Ela simplesmente estava aqui e disse que não tinha data pra ir embora. Ela não soube se explicar, não soube ouvir, nem esperar. Ela tomou conta da minha casa, das minhas coisas, de tudo que era meu.

Certo momento, senti que ela me perseguia. Aonde eu ia, ela ia atrás. Era eu olhar pros lados que a via: junto dos meus amigos, dominando os momentos que eram meus. Ela estava sempre presente e eu não a entendia.

Senti, então, que ela começava a fazer parte de mim. Percebi que já a conhecia, mas que fazia um tempo que não a via; ela estava mudada, diferente das outras vezes que a vi.

Aí, me acostumei com ela e com sua presença perto de mim. Desejei que ela nunca fosse embora e ela prometeu ficar! Disse que se sumisse de novo, a culpa seria minha. Ela não teria pra onde ir, mas mesmo assim, poderia me deixar. Ainda assim, prometeu que, se fosse, sempre iria voltar. Fizemos um pacto: eu jamais deixaria ela ir, e ela jamais fugiria de mim.

O nome dela eu levei um tempo pra decifrar. A chamo de Felicidade, mas isso cabe a cada um julgar.

3 comentários:

Vanessa Nassif disse...

Q lindo Re!!!!
Santa inspiração!
Dá um pquinho só pra mim? hehehe

Boa sóciaaa!! Continue assim. hahaha

bjobjo

nob´s disse...

gostei!

Anônimo disse...

Lindo demais, adorei