Tenho um troço no estômago até hoje, só de pensar, de lembrar de você.
Lembro a primeira vez que estivemos juntos, a centímetros de distância. Me senti com 12 anos novamente. Sintonia incomum, porém normal.
E por mais que eu adore minhas lembranças, sou apaixonada pelo viver. É dele que lembro quando penso em você. Você me trouxe uma vida nova. Me abriu uma porta para o inesperado e isso me transformou, me redescobriu.
Você foi como a fase mais difícil daquele jogo de videogame, sabe? Junto de você, vieram coisas que eu nem imaginava que existiam, mas que estiveram sempre ali. E apesar de difícil, você foi a fase mais gostosa de passar. E eu queria poder voltar a fase anterior só pra ter o gostinho de passar de novo por você.
Metáforas à parte, você tirou meu sono, minha tranqüilidade, meu conforto, minha rotina. Graças a você, soube não ter nada disso. E digo: não sinto a menor falta de ter tudo isso o tempo todo.
Isso tudo em 3 meses. Você tem efeitos prolongados sobre mim. E eu não teria como saber isso antes, adivinhar tudo a tempo. Foi pagar pra ver. Ver pra crer.
E não lamento. Só queria poder, eventualmente, comemorar, brindar, agradecer, reviver.
Mais do que impor, a vida sugere atitudes. Para alguém como eu, se abster não é uma opção. Posso perder, mas sei que tive de abrir mão, soltar a corda. Ou seja, tive que agir, mesmo que isso significasse não fazer nada.
Sempre digo que não gosto de esportes. Competir não é meu forte. Não compito mesmo. Não tiro braço de ferro entre meus sentimentos e minhas vontades. Aqui é tudo na base do diálogo, debate. Sou dona das palavras que falo, das atitudes que tomo, dos olhares que distribuo.
Quando me dei pra você e te aceitei a mim, foi consciente. E é uma consciência que confesso: não foi suficiente. Precipitei por você, mas principalmente por mim. Choveu na minha horta logo depois de uma tempestade.
Cobri o circo. A lona era grande e pesada, mas cobri sozinha. E o que me parece agora é que esse circo volta à sua itinerância. Eventualmente passarei onde você está. Se quiser ver, é só entrar. Não cobro pelo ingresso, nem pela satisfação. O meu negócio é o espetáculo. E pra isso, platéia é necessária, a entrada é gratuita e a presença bem-vinda.
* Obrigada ao Cordel do Fogo Encantado pela inspiração do título.
** "Eu" e "você" são personagens nessa história. A ausência de nomes é proposital e desejada.
26 de nov. de 2008
25 de nov. de 2008
100 saídas
Tenho passagens de volta para os velhos e bons tempos. Mas, se preferir, posso encher o tanque e partimos rumo ao futuro que nos aguarda. Novo, incerto, petulante e melhor.
23 de nov. de 2008
Conto sem fada
Cavalgando no seu leão branco, ele veio. No lugar da espada, o punho aberto. No lugar do escudo, um coração.
15 de nov. de 2008
Ao Trio Nosso, Amém.
Trio nosso que estais presente,
Santificada seja a vossa companhia.
Venha a nós na 'bohemia'.
Seja feita a sua vontade, que é a mesma que a dela e a mesma que minha.
Os momentos nossos de cada dia, nos dai hoje.
Perdoai os nossos excessos
Assim como nós perdoamos as moscas mortas que tentam atrapalhar nossa vida.
E não nos deixeis cair na pista.
Livrai-nos do mal e do tédio.
Amém.
11 de nov. de 2008
E volta o Natal Arrependido...
O que vocês fizeram com o final do ano?
To desde Setembro vendo Feliz Natal pra cá, Feliz Ano Novo pra lá. Estamos em Novembro, mas to sentindo que amanhã vou acordar e já será Sábado de Carnaval.
Logo eu que gostava tanto do Natal... Hoje ele é só uma semana que antecede o Ano Novo. É só um motivo para eu gastar meu pouco dinheiro com muita besteira.
Aliás, não gasto mais. Não me dou o trabalho de pensar em comprar nada pra ninguém. E quase me ofendo ao receber um presente. Não é meu aniversário, que palhaçada é essa? Não to estressada, mas o final do ano já me irrita.
No trabalho é sempre correria. O marketing viu que sobrou verba. Agora tem que gastar. E nego tem que fazer tudo isso antes de sair de férias. Legal, legal.
Minha mãe resolve fazer o almoço de Natal lá em casa. E resolve isso no dia 23 as 23h23. Aí, todas as 20 e muitas pessoas da minha família se empilham nos 20 e alguns metros quadrados da minha sala e eu, no auge dos meus 20 e poucos anos, gasto boas horas ouvindo um monte de coisas, sem entender nada, só querendo não estar ali.
Só queria um Dezembro de final de ano, normal como um Abril qualquer, talvez. Mas todo ano o mundo acaba dia 25 e recomeça no dia 01.
To desde Setembro vendo Feliz Natal pra cá, Feliz Ano Novo pra lá. Estamos em Novembro, mas to sentindo que amanhã vou acordar e já será Sábado de Carnaval.
Logo eu que gostava tanto do Natal... Hoje ele é só uma semana que antecede o Ano Novo. É só um motivo para eu gastar meu pouco dinheiro com muita besteira.
Aliás, não gasto mais. Não me dou o trabalho de pensar em comprar nada pra ninguém. E quase me ofendo ao receber um presente. Não é meu aniversário, que palhaçada é essa? Não to estressada, mas o final do ano já me irrita.
No trabalho é sempre correria. O marketing viu que sobrou verba. Agora tem que gastar. E nego tem que fazer tudo isso antes de sair de férias. Legal, legal.
Minha mãe resolve fazer o almoço de Natal lá em casa. E resolve isso no dia 23 as 23h23. Aí, todas as 20 e muitas pessoas da minha família se empilham nos 20 e alguns metros quadrados da minha sala e eu, no auge dos meus 20 e poucos anos, gasto boas horas ouvindo um monte de coisas, sem entender nada, só querendo não estar ali.
Só queria um Dezembro de final de ano, normal como um Abril qualquer, talvez. Mas todo ano o mundo acaba dia 25 e recomeça no dia 01.
2 de nov. de 2008
Vírus
Palpitação.
Respiração curta.
Calafrios.
Suor nas mãos.
Mal-estar.
Adrenalina alterada.
Raciocínio prejudicado pela fraqueza.
Temperatura interna de 39°C.
(Destes, 36°C concentrados na face ruborizada)
Só querer ficar na cama com a cara enfiada no travesseiro.
Tosse e gagueira provocadas por engasgue.
Dores de barriga.
Vontade de morrer, sumir ou sair correndo para não sentir mais isso tudo.
Sintomas de virose?
Só se meu vírus for você.
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