31 de jul. de 2008

Feito Joao e Maria

Todas as coisas têm seu lugar. Lugar na mente, lugar no tempo, lugar no coração.

Mas elas tem uma maniazinha besta de brincar por aí, no espaço alheio. E vão, e voltam. E ficam, e saem.

E a gente morre de medo de perdê-las ou esquecê-las por aí. Mas se existe um lugar, existe um caminho para chegar à tal lugar. E se existem coisas ocupando esse lugar, existem espaços feitos para serem ocupados.
E se existem caminhos, como não haverá pão para marcá-los?

O que vale a pena, existe. O que existe, é seu. As memórias importantes... Elas sempre acham o seu lugar.
O pão no caminho a vida se encarrega de deixar.

23 de jul. de 2008

A segunda vez

A primeira vez dói. É ruim mesmo, sério. Principalmente quando você fica botando na tua cabeça que vai ser tranquilo, vai ser tranquilo, vai ser tranquilo.

Mas a segunda vez... Putz, a segunda vez é tensa. Tensa, pois você já passou por aquele estresse da primeira vez e fica achando que a segunda vez você vai tirar de letra, que vai ser tranquilo, vai ser tranquilo, vai ser traquilo. E não é tranquilo.

Da primeira vez, dá um puta desespero, você não sabe o que fazer. Fica perdida, quase sozinha com aquela dor que parece que só você tá sentindo. Porque para a outra pessoa parece que só existe prazer. Dói tanto que dá vontade de chorar. E às vezes se chora mesmo.

Agora para a segunda vez você acha que já vai estar preparada, que pode ir tranquila (tranquila, tranquila) que vai dar conta. E aí você não dá conta. E ainda por cima se dá conta de que não é mais desespero. É raiva, quase ódio. É angústia, quase desespero (?).

Mas a segunda vez te prepara para a terceira vez. Sim, isso ainda vai rolar muitas vezes. Infinitas vezes, eu diria para mim mesma.

É, ser feita de idiota pela segunda vez (e não estar preparada pra isso) é ruim pra caralho.

PS: Não te amo (rá, rá, rá).

PS2: Minha garganta tava arranhando e mandando mensagens pros meus dedos. Precisava escrever sobre isso.

PS3: Ronas, obrigada por me incentivar a usar o conteúdo do PS2.

14 de jul. de 2008

Reencontro

Ela o reencontrou.
Já nem lembrava mais dele, até avistá-lo.
Quando o viu a primeira vez, ele era distante e nem notou sua presença.
Mas graças às voltas que o mundo dá, estavam ali novamente em um mesmo lugar. Mas, desta vez, muito mais próximos. Mais do que ela poderia imaginar.
Ao mesmo tempo que o tinha como um estranho, encontrava naquele rosto todos os traços, os olhos, o sorriso e cabelos extremamente familiares. Sabia onde o tinha visto. Sabia quando. E também sabia que podia ser mera coincidência reencontrá-lo. Ou não. (Pra quem não acredita em coincidências.)
Embora não acreditasse, e nem pedisse contos de fadas, este parecia um.
Se ele estava ali, havia alguma possibilidade de não ser por acaso, e ela não sairia dali sem ao menos ter feito sua parte em tentar.
E ele estava tão acessível.
Em pouco tempo, se conheceram, se falaram, brincaram, riram.
Estavam com outras pessoas, e isso os fez se perderem de vista. Mas ela sabia que não por muito tempo. Com certeza, eles se esbarrariam novamente.
Não demorou, e se reencontraram no meio da pista. Dançaram, riram....de repente, todos os conhecidos haviam se afastado.
Ela já tinha visto isso acontecer antes. Mas desta vez, tudo estava diferente, e nenhum dos dois se importou.
Ela estava explodindo por dentro. Sentimentozinho bom. Daqueles que dá até um frio na barriga. Esquisito...e delicioso. Há tempos não se sentia assim. Perdeu a noção do tempo mais uma vez.
Ele dançou com ela.
Já não era mais um estranho. Tinha um nome, uma voz, um olhar...
Estava tão perto.
Todos aqueles detalhes que ela passou tanto tempo prestando atenção na primeira vez, estavam ainda mais detalhados àquela pouca distância. Os olhos dele brilhavam, e ali nem havia sol para refletir. Era assim mesmo, brilhava ao natural. Tanto quanto o sorriso gostoso que ele sorria.
E a distância diminuía.
Olho no olho, olho na boca, braço no abraço, boca na boca.
Enfim, o primeiro beijo.
Ah! E que beijo...

5 de jul. de 2008

A minha não-missão no mundo.

Às vezes, quando digo que não ligo a mínima para o que você pensa, estou mentindo.
Não que eu tenha o hábito de mentir, mas finjo algumas coisas, de vez em quando.
Não que eu tenha o costume de fingir, mas escondo detalhes aqui, lá, quando necessário.

Não aprendi a dizer o que você quer ouvir. Prefiro nunca mais olhar na sua cara, mas preciso saber que você sabe exatamente o que eu penso sobre isso ou aquilo.

Não nasci para botar sorriso na cara de ninguém. Talvez por isso as pessoas sorriam para mim.