23 de jan. de 2013
Santa luz, presente de paz.
Quando as luzes se apagaram, eu fechei os olhos.
As velas estavam ao meu alcance, mas tive medo de mexer com fogo. Então os fechei.
Fechei porque não quis ver. Fechei pra me adaptar à escuridão, esperando na aflição encontrar a calma.
E em algum momento, enquanto o escuro persistia ao tempo, na maior boa vontade e sem perceber o breu, com uma pequena lamparina acesa, você me chamou. Pensei em abrir os olhos e encarar a luz...mas logo desisti. Dava medo de ofuscar a retina.
Então os mantive fechados enquanto o tempo passava...até cansar. E quando cansei...os abri.
Cautelosamente, um de cada vez. Bem devagar...me acostumando aos poucos.
Quando ainda estava com o primeiro olho entreaberto, te percebi logo ali.
Sorrindo de longe, na distância que eu te impedi de aproximar.
Meio descrente, sem expectativas ou certezas, mas bem ali.
Santa paciência...santa persistência. Santa delicadeza e receptividade.
Sem perguntas, sua mão se estendeu.
Foi fácil abrir os olhos assim.
As duas pupilas bem abertas e um caminho inteiro pela frente. E você ali...
Eu podia ficar parada ou podia dar o primeiro passo.
Segui. Seguimos.
Santa decisão.
Os medos, a luz, o desconhecido, as feridas e inseguranças....tudo presente.
Mas ao pegar na sua mão....santa paz.
Tudo deixado de lado. Tudo pra dar errado...tudo dando certo.
Sem ânsias, sem motivos pra não ir. Sem receios, sem planos.
Carinho demais. Sorrisos, beijos e abraços. Paixão demais.
Tudo dando certo. A luz acesa. Santa paz.
Santa essa surpresa que te trouxe até aqui.
Santo presente, você. :)
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