Inverno inspira filme, pipoca e cobertor.
Quatro pés enroscados e braços entrelaçados.
Corpos encaixados, suspiros no ouvido, cabeça no ombro e aquele beijo no pescoço.
Pede vinho.
Inspira o calor.
Calor de mãos escorrendo nas curvas e coxas intercaladas. Inspira corpo sobre corpo. Inspira abraço, amasso e cansaço.
Beijo na boca.
Dispensa os moletons e cobertores. Inspira o calor da sua pele na pele do outro.
Dois corações acelerando e pupilas dilatando. Corpos e almas aquecidos.
Inspira amor.
O inverno sempre vem.
Bate na janela em forma de vento e chuva e torna os dias mais sonsos e as noites apagadas, escondendo as estrelas do céu.
O frio esconde a lua. Esconde o sol.
Camufla a alegria na tristeza dos dias cinzentos tão preguiçosos.
O inverno esfria o corpo e aquece o coração.
Inspira até quem se acompanha de si mesmo.
A vista da janela. As luzes ao longe em meio à escuridão da noite.
As fotos, as lembranças, as lágrimas e os sorrisos.
O inverno inspira. O frio inspira.
Inspira todo e qualquer ser que tenha capacidade de sentir, viver e...se inspirar.
Bom inverno, seja lá quem for a sua companhia.
** Quebrando um pouco a rotina deste blog, faço uma indicação!
Escrevendo meu texto, lembrei de um outro de um amigo querido que devia escrever mais em seu blog.
Segue o link e meu agradecimento ao Nego que, mesmo sem intenção, uma vez na vida, falou minha língua...e cá está:
"Aos sentimentais.".
12 de jul. de 2009
8 de jul. de 2009
Cavalos coloridos imaginários
Meu pouco apreço pelos esportes se aflora quando acontecem coisas como essa. Minha forte propensão pela realidade me volta a corar a fuça quando acontecem coisas como essa.
Não é a primeira vez (na semana, confesso) que me pego fazendo coisas como essa de procurar um grande amor no trânsito. Manja a história do cavalo branco? Alguns cavalos de potência e a cor que for. É isso que me preocupa, gente.
Não, não é a morte do Michael Jackson. Não, não é a gripe suína. (Nossa to desatualizada mesmo... Só me lembro disso como "últimos acontecimentos"). O que me tira do sério é isso de ficar quase 40 minutos nessa coisa de olhar pro carro do lado e achar que o nego tá olhando de volta. Na real ele só quer passagem. Ele tá de passagem, como todos os outros, eu sei.
Olhar no retrovisor, então, é uma enganação e tanto! Todo mundo parece bonito - e parece com alguém - quando olhado do retrovisor. Alguns vidros e espelhos associados ao nível entorpecedor de sono dão esse grau, juro!
Aí, na minha cabeça que já tá no piloto automático, claro, vem uma histórinha toda fantasiosa, 100% NÃO-EU: ele olha de volta, pede pra eu baixar meu vidro, eu baixo, ele fala qualquer coisa (ninguém nem buzina pra gente ir logo, pra você ver o nível da fantasia) e pronto! Bateu, levou.
Acordo numa freada mais brusca. O coração já palpita e não é de nada que não seja o medo de enfiar o carro na bunda do carro da frente. - E se ele for um gato? Só batendo pra ver.
NÃÃÃO!
É caso de internação, doutor? Parece grave...
E o pior de tudo é quando imagino aquela cena, que nem em filme existe mais, do celular sendo jogado no carro alheio. Qual a chance de eu acertar a janela dele e não a porta? Nem sequer daria certo abrir o vidro do passageiro: a manivela do vidro do passageiro fica longe demais (valeu, Berinja!) e eu quase sempre desloco o ombro para tentar abrir esse raio de janela.
Gente, quase nunca acertei o gol na educação física! Quem eu quero enganar com esses devaneios senão esse meu maldito alterego que vive dentro de mim?
Quem me conhece que diga o quão previsível é minha predileção pelo certo. Prefiro a saudável realidade que me envolve, de certo. Desculpa se os desaponto, mas não sou eu a tua conhecida que tem uma história genial pra contar. Isso não daria um filme. No máximo um roteiro de consulta psquiátrica. No máximo.
Não é a primeira vez (na semana, confesso) que me pego fazendo coisas como essa de procurar um grande amor no trânsito. Manja a história do cavalo branco? Alguns cavalos de potência e a cor que for. É isso que me preocupa, gente.
Não, não é a morte do Michael Jackson. Não, não é a gripe suína. (Nossa to desatualizada mesmo... Só me lembro disso como "últimos acontecimentos"). O que me tira do sério é isso de ficar quase 40 minutos nessa coisa de olhar pro carro do lado e achar que o nego tá olhando de volta. Na real ele só quer passagem. Ele tá de passagem, como todos os outros, eu sei.
Olhar no retrovisor, então, é uma enganação e tanto! Todo mundo parece bonito - e parece com alguém - quando olhado do retrovisor. Alguns vidros e espelhos associados ao nível entorpecedor de sono dão esse grau, juro!
Aí, na minha cabeça que já tá no piloto automático, claro, vem uma histórinha toda fantasiosa, 100% NÃO-EU: ele olha de volta, pede pra eu baixar meu vidro, eu baixo, ele fala qualquer coisa (ninguém nem buzina pra gente ir logo, pra você ver o nível da fantasia) e pronto! Bateu, levou.
Acordo numa freada mais brusca. O coração já palpita e não é de nada que não seja o medo de enfiar o carro na bunda do carro da frente. - E se ele for um gato? Só batendo pra ver.
NÃÃÃO!
É caso de internação, doutor? Parece grave...
E o pior de tudo é quando imagino aquela cena, que nem em filme existe mais, do celular sendo jogado no carro alheio. Qual a chance de eu acertar a janela dele e não a porta? Nem sequer daria certo abrir o vidro do passageiro: a manivela do vidro do passageiro fica longe demais (valeu, Berinja!) e eu quase sempre desloco o ombro para tentar abrir esse raio de janela.
Gente, quase nunca acertei o gol na educação física! Quem eu quero enganar com esses devaneios senão esse meu maldito alterego que vive dentro de mim?
Quem me conhece que diga o quão previsível é minha predileção pelo certo. Prefiro a saudável realidade que me envolve, de certo. Desculpa se os desaponto, mas não sou eu a tua conhecida que tem uma história genial pra contar. Isso não daria um filme. No máximo um roteiro de consulta psquiátrica. No máximo.
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