Há tantas linhas em branco à frente;
Me destrói a falta de inspiração que está por vir
Cruzo os braços e as encaro
Na tentativa de convencer-me no medo
Que o que há de ser dito será,
Que o que precisa ser falado não se calará
E numa gigante pausa esbarro uma antiga lembrança
Me deparo com uma falsa esperança
De te ter pra sempre, ao menos no pensar
De te ter só pra mim, que seja no sonhar
Que bobagem, tolice!
A página só até o meio existe e
Até seu fim não conseguiria traduzir
O que me causas, o que sinto,
O que me faz rir e não me deixa dormir.
E sem me valer de exatidão
Divago sem roteiro, sem bordão
Me atrapalho, pedalo sem guidão
E chego, finalmente, à uma vã conclusão:
O que me convém não me mantém
E na semana que vem volto ao início.
Tomo ar, chego ao topo;
Volto ao começo do meu fim.
E meu eu ri de mim. Ri de mim.
5 comentários:
quero comentar 2 coisas!
1- toma cerveja sempre?
2- "que bobagem, tolice! a página só até o meio existe...." pois é, seu zé....
ps.: o meu eu chora de mim! hahahahahaha!
parabéns!
da pra fazer música com isso!
bjos
faço das palavras do semprequedertempo, vulgo Daniel Negrinho Xavier, as minhas.
Tá MUITO musical.
Nega...q santo foi esse que baixou?! Assume a pombagira e continua sempre assim.
Um dos seus melhores textos sem sombra de dúvidas...
fodafodafoda...
e acrescento "VÃO DIZER QUE SÃO TOLICES, QUE PODEMOS SER FELIZES"...
E esquece o resto da música...eu geralmente acredito no final feliz.
te amo, neguinha-pombagira-domeucoração.
Esse pode ser o próximo sucesso do Leão de Lata. Dá muito samba isso. Inspirador.
Postar um comentário