Ela foi. ‘Ir indo’ se tornou uma premissa em sua vida. Ela foi viver, ela foi sentir, ela foi deixando, ela foi fazendo as coisas como se tivesse indo faze-las. Ela não tinha mais pressa para ir a lugar algum.
Ela pensou: “Eu vou, porque não?”. A vida a leva pra onde ela tem que ir. Sem pressa.
Daí, ela viu que ‘ir indo’ é bem legal. Essa coisa de não ter ânsia nem pressa faz um bem danado pra cabeça. É, porque a cabeça tem uma mania infernal de correr demais, e todo mundo sabe que correr demais cansa.
Ela não queria mais se cansar, então resolveu deixar as coisas ‘irem’ do jeito delas e viu que isso realmente poderia funcionar a seu favor.
Aplicou essa coisa de ‘ir indo’ a praticamente tudo na sua vida, exceto ao trabalho. [No trabalho, as coisas são diferentes. Tem que fazer pensando, tem que ter pressa, de vez em quando.] Mas de resto, a coisa do ‘ir indo’ funcionava bem.
Nessa de ‘ir’, existe um medo que é de não saber voltar. Não há pedaços de pão suficientes para marcar o caminho de volta. Mas ela pensou que não existe um caminho certo, apenas. Existem sempre possibilidades. E sentiu a calma de apenas ir, enquanto todos estavam preocupados em ir depressa.
2 comentários:
pra variar...fan-tás-ti-co.
Nossa..é tão difícil se adaptar ao "ir indo". Mas qdo a gente se acostuma, receios a parte, é bom demaaaaais. hehehe...
Feliz de novo em ler seu texto, gatona.
Parabéns!
bjo
Eu entendi o q vc quis dizer...Interessante, por sinal...
Bom texto, Rê!
Beijo,
Digas Costa.
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