27 de abr. de 2008

Ela aprendeu a ir em 2008

Ela foi. ‘Ir indo’ se tornou uma premissa em sua vida. Ela foi viver, ela foi sentir, ela foi deixando, ela foi fazendo as coisas como se tivesse indo faze-las. Ela não tinha mais pressa para ir a lugar algum.

Ela pensou: “Eu vou, porque não?”. A vida a leva pra onde ela tem que ir. Sem pressa.

Daí, ela viu que ‘ir indo’ é bem legal. Essa coisa de não ter ânsia nem pressa faz um bem danado pra cabeça. É, porque a cabeça tem uma mania infernal de correr demais, e todo mundo sabe que correr demais cansa.

Ela não queria mais se cansar, então resolveu deixar as coisas ‘irem’ do jeito delas e viu que isso realmente poderia funcionar a seu favor.

Aplicou essa coisa de ‘ir indo’ a praticamente tudo na sua vida, exceto ao trabalho. [No trabalho, as coisas são diferentes. Tem que fazer pensando, tem que ter pressa, de vez em quando.] Mas de resto, a coisa do ‘ir indo’ funcionava bem.

Nessa de ‘ir’, existe um medo que é de não saber voltar. Não há pedaços de pão suficientes para marcar o caminho de volta. Mas ela pensou que não existe um caminho certo, apenas. Existem sempre possibilidades. E sentiu a calma de apenas ir, enquanto todos estavam preocupados em ir depressa.

2 comentários:

Vanessa Nassif disse...

pra variar...fan-tás-ti-co.

Nossa..é tão difícil se adaptar ao "ir indo". Mas qdo a gente se acostuma, receios a parte, é bom demaaaaais. hehehe...

Feliz de novo em ler seu texto, gatona.
Parabéns!

bjo

Diego Costa disse...

Eu entendi o q vc quis dizer...Interessante, por sinal...

Bom texto, Rê!

Beijo,
Digas Costa.