1 de jul. de 2010

REescrita

Eu sou uma grande rasura. Escrita, rabiscada, amassada. Na minha história não há nada de perfeito, até agora. Não há nada que não merecesse ser reescrito, escrito com novas palavras, escrito de maneira diferente, escrito dizendo mais ou menos.

Estou escrita e em cima de mim há um traço que me rabisca. Estou entre parênteses. Em seguida, estou escrita de outra forma, melhor que a anterior. Eu sou uma evolução de mim mesma, palavra após palavra.

Eu poderia ter um título melhor, outro desenrolar, outro final. Mas sou assim, um rascunho de mim.
Uma grande rasura, sem pretensão de ser sempre lida, sempre entendida, sempre sentida.

7 comentários:

Vanessa Nassif disse...

Coincidência ou não, esse texto tava esquecido na caixa de Rascunhos desse blog esperando um título. hahaha

E eu to feliz em ter descoberto e feito vc resgatá-lo!

Achei esse texto muito simpático! :)

Bruno Höera disse...

Os rascunhos nada mais são que a tentativa da perfeição.

Adoro seus textos Rê.

Um beijo

Renata Ribeiro disse...

Nossa, Van! É muito verdade!!! Pqp!

Bru, obrigada! Mesmo. De fato, vou ser sempre um rascunho. Não tenho intenção de alcançar a perfeição nunca. =)

Mari Pellicciari disse...

to gostando da série de textos com títulos que começam com "Re" :)

André Finhana disse...

Que lindo. Sempre que volto por aqui me inspiro de alguma forma. Obrigado por me presentear com essas maneira deliciosa de escrever. Ou REescrever, no caso. Fã.

Anônimo disse...

Eu também prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

fil disse...

Nunca diga nunca, Rê. Um dia a gente chega lá!