Eu sou uma grande rasura. Escrita, rabiscada, amassada. Na minha história não há nada de perfeito, até agora. Não há nada que não merecesse ser reescrito, escrito com novas palavras, escrito de maneira diferente, escrito dizendo mais ou menos.
Estou escrita e em cima de mim há um traço que me rabisca. Estou entre parênteses. Em seguida, estou escrita de outra forma, melhor que a anterior. Eu sou uma evolução de mim mesma, palavra após palavra.
Eu poderia ter um título melhor, outro desenrolar, outro final. Mas sou assim, um rascunho de mim.
Uma grande rasura, sem pretensão de ser sempre lida, sempre entendida, sempre sentida.
7 comentários:
Coincidência ou não, esse texto tava esquecido na caixa de Rascunhos desse blog esperando um título. hahaha
E eu to feliz em ter descoberto e feito vc resgatá-lo!
Achei esse texto muito simpático! :)
Os rascunhos nada mais são que a tentativa da perfeição.
Adoro seus textos Rê.
Um beijo
Nossa, Van! É muito verdade!!! Pqp!
Bru, obrigada! Mesmo. De fato, vou ser sempre um rascunho. Não tenho intenção de alcançar a perfeição nunca. =)
to gostando da série de textos com títulos que começam com "Re" :)
Que lindo. Sempre que volto por aqui me inspiro de alguma forma. Obrigado por me presentear com essas maneira deliciosa de escrever. Ou REescrever, no caso. Fã.
Eu também prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Nunca diga nunca, Rê. Um dia a gente chega lá!
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