Às vezes ele sentia falta.
Ela sempre sentia falta.
Não era mais o mesmo sentimento. Era apenas saudade. Era questão de pele somada às lembranças de um tempo bom.
Ele não estava só.
Ela estava às vezes. Muitas vezes...não muito diferente de quando era com ele.
Eles jamais se esqueciam.
O tempo todo era carinho, respeito, preocupação. Puro e eterno querer bem.
De vez enquando era mais que isso. Muito mais.
Inexplicavelmente súbito. Inexplicavelmente indesviável.
Absurdamente descontrolado e dois minutos depois, irreconhecível.
Eles mudavam. Agiam como se nada nunca tivesse terminado.
Inexplicável.
Não inventaram termos ou denominações de sentimentos concretos que explicassem aquela reação química. Mas desde quando sentimentos são concretos, ou explicáveis?
Nada daquilo era certo. Mas desde quando o caminho certo é sempre o mais gostoso?
Se perdiam no tempo e no espaço. Não existia mais ninguém, além deles.
Eles jamais contariam ou admitiriam.
Um boa noite, um bom dia.
E como se nada tivesse acontecido, tudo volta ao normal.
Fim mais uma vez.
2 comentários:
Às vezes, sempre, jamais. Pouco, muito, mais.
Independente de quando e quanto, existe.
Demais!
De antes até agora, continuo gostando desse seu texto. :)
HA malandrinha
me enganou.
Quase nao comentei
uhauhauhauhauhauha
beijos
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