E quando eu disse que queria te deixar ir, eu não estava falando a verdade.
Eu apenas estava te deixando ir, porque eu já tinha tentado todas as outras possibilidades em vão.
Ainda naquele momento, mesmo derramando lágrimas dos meus olhos enquanto secava as suas, eu afrouxava aquele abraço tão profundo que fez com que nossos corações batessem juntos, fortes, e tão próximos como se fossem um só. Não era apenas o abraço que se desfazia, mas uma história intensa, cheia de momentos e sentimentos. De emoções fortes, doídas e felizes.
Era um momento tão inseguro quanto difícil. Parecia que as palavras saíam da minha boca por um impulso. Se eu parasse para pensar, talvez tivesse fraquejado. Mas não podia deixar tudo como estava. Aquele momento doía, mas eu sabia que ia passar. Já a minha angústia diária estava se tornando insuportavelmente maior do que toda paixão que ardia entre nós.
Definitivamente era o fim. E já vinha passando da hora.
Mas a verdade maior disso tudo, é que naquela hora em que te mandei embora, uma voz gritava dentro de mim. Cheguei a ter medo de que você a ouvisse. Ela estava torcendo. Torcendo muito! Torcendo para que você me surpreendesse. Que diante da realidade do fim, você me dissesse que não queria me perder. Que queria tentar, pois não podia ficar longe de mim. Sentiria demais minha falta.
Mandei ela se calar e esperei sua reação.
Você me deu aquele abraço, deixou escorrer aquela lágrima, e depois agiu exatamente como eu esperava que você agisse. Completamente oposto ao que eu queria, você simplesmente se foi.
Um comentário:
Ei, vc tb não avisou que postou. Estamos quites. hehe
Pqp, Van. Me apertou o peito.
Acho que isso é bom, significa que tá cheio de sentimento ai e que vc conseguiu transmitir por palavras.
Entendi tudo. Já estive ai tb.
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