Eu preciso contar dele. Contar pra quem não conhece e pra quem conhece, que merece ver o que eu vejo nele.
Ele é exatamente o que você não vê. Não tem essa obviedade de "ou você ama ou você odeia". Você, na hora certa, vai amá-lo.
Ele não faz o que você espera. Ele também não espera que você faça.
Ele é e é sem querer ser, mas querendo, talvez, estar.
Ele quer estar onde se sente bem, ele não quer ser o bom.
Ele quer fazer o que lhe faz bem, ele não precisa ser o bom.
Ele te surpreende, te toma de assalto, te tira o fôlego, te faz embaralhar todo o pensamento, te encabula, te derruba do salto. Ele é daqueles que te serve vinho numa canequinha de metal. Isso tudo é ele, é dele. Ele me lembra um livro difícil de ler, daqueles que você leva um tempo pra entender e às vezes tem até que reler pra pegar todos os detalhes importantes.
Dizem, por muitas vezes, que "ele tá estranho". Pra mim, estranho é quem pensa que os outros são estranhos por fazerem o que querem, a hora que querem, da forma que querem - convenhamos. Mas não me causa estranheza alguma vir dele um convite inesperado, um chopp num bar ao lado, um show no Studio apertado, uma salsa num jantar inusitado. Com ele é assim, é tudo de momento.
Ele é de abraço, é de festa e de ficar em casa. É de lembrança e de consulta, é de vinho, de cerveja, de macarrão com linguiça, de creme de cupuaçu e de pizza no Samaro. É de Londrina, Bahia, Rio de Janeiro e Maracanã. É de falar, de escrever, de criar, de aconselhar, de preocupar.
Ele é mais que amigo. Ele é, no seu todo, um pedaço.
3 comentários:
Mas q caraio de texto da porra! O foda é q o negrinho merece cada letra do texto. Vai ser muso inspirador tão bom assim no inferno!
Lindo texto! Parabéns!!!
eu acho que eu conheço ele. e concordo!
belíssimo texto, moça.
bjo.
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