21 de ago. de 2009

No meio.

Nunca estamos preparados. E nunca estaremos. Nunca ficaremos serenos nessas horas que imploram por serenidade, por paciência, por tranquilidade.

Dentro de nós forma-se um ninho emaranhado de dúvidas, questionamentos, anseios, desejos, vontades, dores, pensamentos e vazio. Um vazio enorme, capaz de abrigar tudo e nada, de uma só vez, num mesmo momento.

Em pensar que nos falta tudo - do preparo às respostas - vemos que não falta nada. Não há nada que possa ser feito (ou pudesse ter sido feito), nada que possa ser explicado ou respondido adequadamente. A vida é assim. Os fatos são esses. E as respostas não existem.

Em meio a tudo isso, surge uma só coisa: a fé. Tão inexplicável quanto tudo em que está inserida, ela surge branca e pura, virgem e solitária, forte e inabalável. E, aos trancos e barrancos, o tempo passa. Ora com pressa, ora na valsa.


Paciência


Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Um comentário:

Vanessa Nassif disse...

Sim..é isso...
É oq mais temos pensado nos últimos dias, né?!

Como eu sempre digo, o tempo é nosso melhor amigo e pior inimigo.
E não há nada que se possa fazer, a não ser ter paciência.

Mto bom, Re.

bjos