Meu pouco apreço pelos esportes se aflora quando acontecem coisas como essa. Minha forte propensão pela realidade me volta a corar a fuça quando acontecem coisas como essa.
Não é a primeira vez (na semana, confesso) que me pego fazendo coisas como essa de procurar um grande amor no trânsito. Manja a história do cavalo branco? Alguns cavalos de potência e a cor que for. É isso que me preocupa, gente.
Não, não é a morte do Michael Jackson. Não, não é a gripe suína. (Nossa to desatualizada mesmo... Só me lembro disso como "últimos acontecimentos"). O que me tira do sério é isso de ficar quase 40 minutos nessa coisa de olhar pro carro do lado e achar que o nego tá olhando de volta. Na real ele só quer passagem. Ele tá de passagem, como todos os outros, eu sei.
Olhar no retrovisor, então, é uma enganação e tanto! Todo mundo parece bonito - e parece com alguém - quando olhado do retrovisor. Alguns vidros e espelhos associados ao nível entorpecedor de sono dão esse grau, juro!
Aí, na minha cabeça que já tá no piloto automático, claro, vem uma histórinha toda fantasiosa, 100% NÃO-EU: ele olha de volta, pede pra eu baixar meu vidro, eu baixo, ele fala qualquer coisa (ninguém nem buzina pra gente ir logo, pra você ver o nível da fantasia) e pronto! Bateu, levou.
Acordo numa freada mais brusca. O coração já palpita e não é de nada que não seja o medo de enfiar o carro na bunda do carro da frente. - E se ele for um gato? Só batendo pra ver.
NÃÃÃO!
É caso de internação, doutor? Parece grave...
E o pior de tudo é quando imagino aquela cena, que nem em filme existe mais, do celular sendo jogado no carro alheio. Qual a chance de eu acertar a janela dele e não a porta? Nem sequer daria certo abrir o vidro do passageiro: a manivela do vidro do passageiro fica longe demais (valeu, Berinja!) e eu quase sempre desloco o ombro para tentar abrir esse raio de janela.
Gente, quase nunca acertei o gol na educação física! Quem eu quero enganar com esses devaneios senão esse meu maldito alterego que vive dentro de mim?
Quem me conhece que diga o quão previsível é minha predileção pelo certo. Prefiro a saudável realidade que me envolve, de certo. Desculpa se os desaponto, mas não sou eu a tua conhecida que tem uma história genial pra contar. Isso não daria um filme. No máximo um roteiro de consulta psquiátrica. No máximo.
3 comentários:
Sensacional! O mais próximo que cheguei foi:
ele: está indo pra onde?
eu: para minha casa, o trabalho foi puxado (ponderando nos palavrões)
ele: eu também estou indo para minha
O sinal abre e vc percebe que falou com um senhor de 55 anos de idade.
huauhauhahuahua
Adorei
Estranho, mas isso parece uma conversa bem familiar
Ficou otima a lição de casa
Quem sabe assim você retoma seu gosto pela escrita
Meu ócio sente falta
Assim como eu
Um beijo meu anjo
Re??? É vc mesmo???
Confessa...vc foi abduzida e os extra-terrestres estão te obrigando a escrever isso sob ameaça de tortura!
hahahha
Mas amiga, vc ainda tá bem!
Tá fazendo isso com os caras nos carros! E eu que faço no metrô! Acredite: são meus sinais de decadência. hahaha
Adorei, flor...principalmente por ser uma "confissão" tão-não-você.
Bjobjo
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