27 de abr. de 2009

Memimcomigo, sesiconsigo

Queria apenas uma boa razão para te dar ouvidos. Me dê um (grande e) bom motivo para despistar meus pensamentos, meus assertivos devaneios, e mergulhar de olhos fechados nesse seu discurso oceânico – azul, profundo, imenso.

Não é medo (não que ele não exista: ele mora na casa 3 de uma ruela qualquer da minha massa encefálica e como casa de campo tem meu coração). É quase uma curiosidade, por assim dizer. E curiosamente, me pego a espiar e penso: quem é você, além do que diz seu nome, além dos seus pais, do seu passado e do que mostra? O que você é, especificamente para mim?

Após uma breve avaliação do produto, soma destas interrogações, novamente me causo dúvida: como te deixei entrar aqui, só com isso?

Me assusta perceber que me avalia bem, que me entende sem eu nem bem me explicar (como se isso, sequer, fosse possível!), que me quer bem sem nem bem me conhecer (eu, incógnita de mim mesma). Não pode ser apenas pelo fato de ser sinônimo de boa companhia, boa conversa, boas risadas, bons momentos, bons conselhos, boas histórias, boa sintonia, boas vibrações e boas energias.

Pode? (...)
Vai, vamos lá: apenas um bom motivo.

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