23 de ago. de 2008

Essa rua não é minha

A rua gritava. O asfalto tremia.
Nessas, o caminho fugiu.
O carro, com a rota enlouquecida, deu a volta no quarteirão e partiu.

O motorista nem pensou.
O caminho foi decidido sem que ele pudesse questionar.
No meio de todo xilique veio a chuva. Lavou a rua, o capô, a calçada e a alma.
Sobrou o silêncio, poeira e um semáforo quebrado, parado no sinal vermelho.

Aí veio o vento que, de tão forte, derrubou a árvore da esquina.
A faixa de pedestres era um tapete de folhas caídas à beira da morte.
E ai, só então, a rua se calou. Sem faixa, sem caminho.

Se sentiu traída pelo tempo, se sentiu fora do mapa.
Se sentiu abandonada pelo caminho que sempre este ali e covardemente fugiu.

3 comentários:

Ronas disse...

De onde vem a inspiração?

De alguém? De algum lugar?

De uma canção?

Não importa.

Quando se aproveita o momento, aquela inspiração inoportuna, torna-se uma obra-prima.

Nem que seja por pouco tempo, está ainda é a sua.

Cansei de te dar os parabéns.

Mas você me obriga.

Parabéns linda.

Sensacional.

Vanessa Nassif disse...

aaaah nega....bendito momento q vc descobriu a maior utilidade de digitar SMSs rapido e sem olhar. hahah
E Bendita inspiração essa sua! Jesuis!

Concordo com o Ronas: Nem q seja por pouco tempo, esse é o seu melhor!!!

AMO!

bjosss

Vanessa Nassif disse...
Este comentário foi removido pelo autor.