A rua gritava. O asfalto tremia.
Nessas, o caminho fugiu.
O carro, com a rota enlouquecida, deu a volta no quarteirão e partiu.
O motorista nem pensou.
O caminho foi decidido sem que ele pudesse questionar.
No meio de todo xilique veio a chuva. Lavou a rua, o capô, a calçada e a alma.
Sobrou o silêncio, poeira e um semáforo quebrado, parado no sinal vermelho.
Aí veio o vento que, de tão forte, derrubou a árvore da esquina.
A faixa de pedestres era um tapete de folhas caídas à beira da morte.
E ai, só então, a rua se calou. Sem faixa, sem caminho.
Se sentiu traída pelo tempo, se sentiu fora do mapa.
Se sentiu abandonada pelo caminho que sempre este ali e covardemente fugiu.
3 comentários:
De onde vem a inspiração?
De alguém? De algum lugar?
De uma canção?
Não importa.
Quando se aproveita o momento, aquela inspiração inoportuna, torna-se uma obra-prima.
Nem que seja por pouco tempo, está ainda é a sua.
Cansei de te dar os parabéns.
Mas você me obriga.
Parabéns linda.
Sensacional.
aaaah nega....bendito momento q vc descobriu a maior utilidade de digitar SMSs rapido e sem olhar. hahah
E Bendita inspiração essa sua! Jesuis!
Concordo com o Ronas: Nem q seja por pouco tempo, esse é o seu melhor!!!
AMO!
bjosss
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